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A igreja e a unidade entre os irmãos

A igreja e a unidade entre os irmãos

"Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só" (Mateus 18:15)

Ser igreja é viver uma realidade de muita comunhão e proximidade. A vida em comunidade é o fim da solidão. No entanto, viver próximo a outras pessoas tende a gerar involuntários atritos. E isso não deve ser encarado de forma negativa. Estamos num processo de aperfeiçoamento, até chegarmos à medida da estatura de Cristo Jesus. E não há lugar melhor para amadurecer do que em meio a família da fé.

O texto que lemos acima nos dá o padrão de Jesus para seu povo preservar a unidade. Um procedimento "simples", que visa solucionar problemas entre os discípulos e, acima de tudo, preservar a saúde de todo o corpo de Cristo.

Quando um irmão falha com outro, o corpo de Cristo sofre um "trauma". E quando essa "lesão" não é bem resolvida/curada, entra em cena a maior causa de "morte espiritual": AMARGURA. Dentre os que naufragaram na fé estão muitos que foram vítimas da amargura. Pessoas preciosas que, por causa de conflitos não resolvidos ou, até, mal resolvidos com outros irmãos, abriram mão de viver como igreja do Senhor Jesus.

O que Jesus ensina é o seguinte

  1. Deve haver um "confronto" quando houver alguma questão entre os irmãos.
    Jesus disse que se um irmão pecar contra nós, devemos argui-lo. Arguir significa repreender, exigir explicação, mostrar o erro, trazer à luz a falha. No entanto, esse confronto deve ser feito no espírito, com humildade e amor. O objetivo é restaurar o irmão que pecou. Jesus nos ensina a repreender o irmão que peca contra nós (Lucas 17:3). Em sua raiz, repreender significa, dentre outras coisas, mostrar honra e aumentar o preço. Porque o irmão vale muito para nós, devemos confrontá-lo amorosamente, como um esforço diligente de preservar a unidade do espírito (Efésios 4:3). Em outras passagens bíblicas encontramos instruções de como deve ser feito este confronto (Romanos 15:14; Gálatas 6:1-3).

  2. O assunto deve ser tratado, em primeira instância, entre as pessoas envolvidas
    Jesus disse "se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só". Ninguém mais deve saber ou participar desse processo. Quando outras pessoas são envolvidas nestas questões, elas ficam vulneráveis e expostas à amargura. O mesmo amor que nos leva a buscar o irmão que pecou contra nós, para a reconciliação, deve nos levar a preservar os demais, não envolvendo-os em questões cuja solução compete, em primeira instância, somente a nós.

  3. Quando o irmão que pecou resiste a se quebrantar, devemos avançar, amorosa e cuidadosamente, a novas instâncias.
    Se seguirmos fielmente como diz as escrituras, com humildade e amor, aumentando o preço daquele que peca contra nós, teremos grande chance de reconciliação na primeira instância do "confronto". No entanto, se aquele que pecou resistir, o Senhor nos manda levar uma ou duas pessoas. Se não ouvir as testemunhas, devemos dizer a igreja. A mesma atitude e motivação da primeira instância, deve continuar na segunda e na terceira. Amor, humildade e cuidado para preservação da saúde no corpo de Cristo. Não queremos uma "epidemia de amargura" na igreja. Cada instância deve ser conduzida com temor e tremor diante de Deus.

  4. Quando o irmão que pecou não se quebranta em nenhuma instância, deve ser considerado gentil e publicano.
    Gentil tem o significado de estrangeiro. E, publicano, fala de uma classe profissional, alvo de muito preconceito na época de Jesus. Preconceito, não só por cobrar impostos, mas, pelo caráter desonesto e cruel. Resumindo, gentil e publicano expõe aqueles que não se deixam corrigir no corpo de Cris o. Esses devem ser ignorados. Mas, ainda assim, com esperança de que cheguem a se arrepender (2 Tessalonicenses 3:14,15; Lucas 17:3-5).

Por Daniel Souza

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Felipe Campos
Bom Samaritano