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Segundo pesquisa, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão

Segundo pesquisa, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão

Em pesquisa realizada pelo Centro de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, 70% deles acreditam que não tem um amigo próximo, 71% se dizem esgotados, 72% dizem que só estudam a Bíblia, quando estão preparando sermões, e 80% acreditam que o ministério pastoral tem afetado negativamente as suas famílias. A expectativa, segundo o relatório do estudo, é de que 80% dos atuais seminaristas vão deixar o ministério apenas 5 anos depois de formados. Essa é condição emocional da maioria daqueles que ocupam os púlpitos das igrejas.

É sempre bom lembrar que o estilo de vida dos pastores e pastoras não foge do estilo de vida que predomina atualmente, em que o ativismo é comum e o cuidado com a saúde, exercícios físicos, alimentação adequada não são prioridades na vida da maioria das pessoas. Este quadro existe no meio eclesial, sem dúvida.

Embora as pessoas de um modo geral já venham discutindo temas relacionados ao estresse, em um âmbito mais específico, o do ministro religioso, esse assunto ainda não é visto como essencial. O que vemos é que ainda é difícil admitir e cuidar dos efeitos nocivos do excesso de estresse na pessoa e na família do sacerdote.

Principalmente do ponto de vista emocional, há grande dificuldade de reconhecer quando a carga se torna intolerável, é mais fácil admitir sintomas físicos. A maioria coloca a si mesmo, e por vezes a família, em segundo plano. O rebanho ocupa seu maior tempo. Essa atitude pode gerar consequências perigosas,é como viver apagando incêndios: os danos da queimada podem ser irreversíveis.

Mas temos visto esforços nas igrejas no sentido de esclarecimento quanto a tratamentos psicológicos, consequentemente a aceitação é maior. Contudo, ainda encontramos líderes que insistem em manter o foco apenas no aspecto espiritual.

Em algumas situações, a própria família do pastor ou pastora também é vítima quando se instala uma situação de estresse. Em todo caso, ajuda muito não estabelecer uma ação de “tapar o sol com a peneira”, o problema tem que ser reconhecido, aceito e tratado, o rebanho tem que ser orientado a ver essas dificuldades como de uma família normal, embora o povo tenha expectativas de santidade do clero, mas o pastor não é santo, ele tem defeitos e dificuldades. Há um sentimento negativo de medo (por parte do pastor) porque a comunidade não permite que o pastor seja frágil.

Um dos maiores – senão o maior – exemplo de liderança, de delegar funções e morrer pela igreja (mas não de depressão), foi Jesus.

Dentro da agenda de Jesus ele destinava períodos para recarregar suas energias vitais, dando tempo para a reflexão, descanso da fatiga gerada pelas ministrações. É de suma importância que o ministro saiba desfrutar também de tempos para renovação física e mental. Afastando assim alguns motivos que desencadeiam a depressão.

A depressão não escolhe idade nem classe social, e nenhum de nós está isento de passar por ela, é de suma importância que nós ministros estejamos atentos para esses sinais, pois o diagnóstico precoce e a prevenção ainda é o melhor remédio para cura.

Pr. Cristiano Moreira/Exibir Gospel

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